Bom dia caro leitor!
Hoje não é propósito dissertar sobre alguma reportagem lida, em que necessito externar. A ideia é apenas devagar sobre a fala de um(a) Fofídeo(a), carinhosamente para manter anonima a identidade, chamado(a) aqui apenas por Ripilica (carinhosamente, viu!). A referida fala foi a seguinte:
-"Zulu, o fogo é foda".
Sim meu caro Ripilica, o fogo é sensacional, entretanto gostaria de dissertar um pouco sobre este poder que ele exerce sobre nós. Imagine o que seria de nós meros mortais sem o domínio do fogo!!! Sim, sim, sim Fofídeos, a proposta feita ao Ripilica faço a você, imagine também!!!!
Saindo de uma condição de conforto, caminhemos rumo a história humana. Tecnologia é algo que vislumbramos quando chega, desfrutamos quando conhecemos e então a incorporamos em nosso dia a dia. Imagine Fofídeo que a vinte anos estarias foleando páginas para ler o que escrevo carinhosamente a ti (se já tivesse nascido e soubesse ler). Imagine que a aproximadamente vinte anos doenças controláveis hoje, representavam sentenças de morte. Imagine que a vinte anos o melhor carro brasileiro era o diplomata. Entenda, a tecnologia banalizada por nós hoje, em algum momento foi o que permitiu o nosso avanço. Permites que eu te leve mais abaixo???
Falei de carro agora a pouco certo??? Pense no que diferiam os carros e as carruagens a mais ou menos cento e vinte anos, isso mesmo... motor e cavalos. Olhe na sua garagem, aquilo que está lá se parece com uma carruagem??? No entanto, mal percebemos que esse bem incorporado ao nosso cotidiano foi vanguarda tecnológica no passado. Basta você olhar para a sua mão agora, vê o aparelhinho inseparável do teu corpo? (Espero que esteja lendo pelo seu aparelho de telefonia móvel). Um dia ele surgiu como vanguarda tecnológica, hoje faz parte do seu cotidiano.
Neste momento, imagino que esteja se perguntando, será que o Zulu fugiu ao tema??? E o que isso tem a ver com o tal Ripilica e a fala "Zulu, o fogo é foda"??? Pois bem intrépido Fofídeo, afivele o cinto, vamos mergulhar em queda livre agora...
Todos temos uma atração perigosa em relação ao fogo. Quando você vê, no nono ano, pela primeira vez o professor de química logo vem a sua mente ir ao laboratório por fogo em alguma coisa, talvez até fazer outras explodirem. Não sabemos disso, mas somos pirofágicos!!! A resposta para o "por que" dessa questão pode ser mais simples do que imagina. Pasme, em algum momento da história humana, o fogo foi vanguarda tecnológica e graças a ele somos o que somos.
Imagine os nossos ancestrais, a mais ou menos cem mil anos, fugindo de predadores, se escondendo em cavernas e morrendo de frio. Naquela época as coisas eram um pouquinho diferentes, a começar pela comida não tão fast como hoje. Além da luta pelo alimento, outros revezes como falta de recursos como água eram mais comuns do que parece. Dentro do cenário proposto, surge um indivíduo (e o pior, seu nome não foi eternizado) que consegue dominar um dos maiores demônios da natureza e esse fato, hoje mal reconhecemos. O uso do fogo como tecnologia permitiu chegarmos aqui. A paixão e admiração que temos pelo fogo, ao meu ver, é uma gratidão inexorável pelo que ele nos permite até o presente momento e por toda a nossa existência, evolução.
Somos muito insensíveis, e vejo que a geração que me sucede será ainda mais. Quando tenho a oportunidade de ver um aluno (a) que não faz parte do rol de mais brilhantes de um colégio evoluir para discente, justamente por se sensibilizar por algo que nem os mais sensíveis percebem digo que ganhei o dia. Nesta semana, ter visto o olhar para o horizonte, mão no queixo seguido de suspiro profundo, expressão de indagação, euforia e brilhos nos olhos precedendo a fala "Zulu, o fogo é foda" pagou o ano.
Agradeço ao presente dado pelo discente aqui tratado pelo pseudônimo de Ripilica (carinhosamente!).
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