Boa noite caro leitor!!!
Ao meu dileto discente e amigo Giovanni Marquini um singelo agradecimento.
O referido discente, a alguns dias, sugeriu a leitura de um artigo sobre um possível substituinte do silício, proposta por uma brasileira (fato que me deixou deveras orgulhoso). Entretanto é importante compreender o porque de tal substituição.
O silício é o segundo elemento químico mais abundante do planeta, sendo o oxigênio, o campeão (BROWN, 2005). Encontra-se no terceiro período da classificação periódica, na família do carbono, fato que o torna um semimetal ou metalóide. Ser um semi significa apresentar algumas características de metais e outras de não metais, no caso do silício, ele apresenta brilho metálico, porém não é maleável, nem dúctil. Quanto condutividade elétrica está longe de ser um metal, sendo classificado como semicondutor. Nos semicondutores a condutividade elétrica pode ser atingida em condições específicas de temperatura, de modo que os elétrons da banda de valência saltem para a banda de condução. Grosseiramente, em baixas temperaturas, o "Band gap" é mais facilmente vencido e o elétron sai da banda de valência e salta para a banda de condução e quem não conduzia eletricidade agora conduz.
Atualmente, a indústria de eletrônicos está baseada no uso do silício. Como toda tecnologia, os chips de silício tiveram seu advento posteriormente a segunda guerra mundial e desde então, a miniaturização dos circuitos integrados se fez possível. Fofídeo, a coisa é simples, a tecnologia que você tem em seu Smartphone é derivada do uso do silício, que já era aplicado por volta de 1950. Isso mesmo querido, mais de 50 anos de história e tudo que tem um começo tenderá a ter um fim.
A importância do uso do silício, como base de componentes eletrônicos, permitiu uma miniaturização ,tal que, Gordon Moore profetizou que anualmente a quantidade de transistores em um chip de silício dobraria e no caso de uma exponencial fofídeo, a coisa iria tangenciar o infinito, e nós sabemos que o infinito em alguns casos é bem mais finito do que imaginamos. Com isso, por volta do início do século XXI, a indústria de eletrônicos começa uma busca incessante por algum substituto do silício, como pode ser visto na reportagem de dezembro de 2011, encontrada no link http://tecnologia.terra.com.br/hardware-e-software/crise-do-chip-pesquisadores-buscam-sucessor-do-silicio,0d28f678eecda310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html, onde o nanotubos de carbono são apontados como candidatos a altura.
Nessa busca por um substituto, o meu dileto discente e amigo Giovanni Marquini enviou uma reportagem em que uma BRASILEIRA entra com força na briga pela descoberta de um substituto do silício, e que esse não seja o grafeno. Tudo bem que é uma brasileira com pesquisa sediada em outro país, mas não deixa de ser brazuca. O link da reportagem que o Giovanni enviou segue aí http://olhardigital.uol.com.br/noticia/brasileira-descobre-possivel-substituto-do-silicio/47586.
Para encerrar, imagine... se a atual tecnologia arranca suspiros de seus amantes (não vai me dizer que você não queria ter um Iphone 6) o que teremos em breve?!?!?