domingo, 29 de março de 2015

O fim do silício e o renascimento da tecnologia.

Boa noite caro leitor!!!

Ao meu dileto discente e amigo Giovanni Marquini um singelo agradecimento.

O referido discente, a alguns dias, sugeriu a leitura de um artigo sobre um possível substituinte do silício, proposta por uma brasileira (fato que me deixou deveras orgulhoso). Entretanto é importante compreender o porque de tal substituição.

O silício é o segundo elemento químico mais abundante do planeta, sendo o oxigênio, o campeão  (BROWN, 2005). Encontra-se no terceiro período da classificação periódica, na família do carbono, fato que o torna um semimetal ou metalóide. Ser um semi significa apresentar algumas características de metais e outras de não metais, no caso do silício, ele apresenta brilho metálico, porém não é maleável, nem dúctil. Quanto condutividade elétrica está longe de ser um metal, sendo classificado como semicondutor. Nos semicondutores a condutividade elétrica pode ser atingida em condições específicas de temperatura, de modo que os elétrons da banda de valência saltem para a banda de condução. Grosseiramente, em baixas temperaturas, o "Band gap" é mais facilmente vencido e o elétron sai da banda de valência e salta para a banda de condução e quem não conduzia eletricidade agora conduz. 

Atualmente, a indústria de eletrônicos está baseada no uso do silício. Como toda tecnologia, os chips de silício tiveram seu advento posteriormente a segunda guerra mundial e desde então, a miniaturização dos circuitos integrados se fez possível. Fofídeo, a coisa é simples, a tecnologia que você tem em seu Smartphone é derivada do uso do silício, que já era aplicado por volta de 1950. Isso mesmo querido, mais de 50 anos de história e tudo que tem um começo tenderá a ter um fim.

A importância do uso do silício, como base de componentes eletrônicos, permitiu uma miniaturização ,tal que, Gordon Moore profetizou que anualmente a quantidade de transistores em um chip de silício dobraria e no caso de uma exponencial fofídeo, a coisa iria tangenciar o infinito, e nós sabemos que o infinito em alguns casos é bem mais finito do que imaginamos. Com isso, por volta do início do século XXI, a indústria de eletrônicos começa uma busca incessante por algum substituto do silício, como pode ser visto na reportagem de dezembro de 2011, encontrada no link http://tecnologia.terra.com.br/hardware-e-software/crise-do-chip-pesquisadores-buscam-sucessor-do-silicio,0d28f678eecda310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html, onde o nanotubos de carbono são apontados como candidatos a altura.
Nessa busca por um substituto, o meu dileto discente e amigo Giovanni Marquini enviou uma reportagem em que uma BRASILEIRA entra com força na briga pela descoberta de um substituto do silício, e que esse não seja o grafeno. Tudo bem que é uma brasileira com pesquisa sediada em outro país, mas não deixa de ser brazuca. O link da reportagem que o Giovanni enviou segue aí http://olhardigital.uol.com.br/noticia/brasileira-descobre-possivel-substituto-do-silicio/47586

Para encerrar, imagine... se a atual tecnologia arranca suspiros de seus amantes (não vai me dizer que você não queria ter um Iphone 6) o que teremos em breve?!?!?

sábado, 28 de março de 2015

Reportagem interessantíssima sobre antimatéria, proposta pelo jovem cientista Lucas Andrade, aluno de 1° ano do ensino médio.

Boa noite caro leitor!!!

Hoje fiquei um tanto feliz, visto que o propósito deste blog está começando a ser realmente atingido. Como era sabido, ele existe para fomentar o cientista adormecido que habita em cada um de nós. Pois bem, começamos a ver isto acontecendo. Obrigado Lucas Andrade, por participar e fomentar este canal de comunicação e discussão científica. Sem mais delongas, vamos aos fatos.

Desde os primórdios da minha infância a antimatéria é tema de ficção científica. O assunto foi trabalhado com uma ótica de proporções cataclísmicas, pela última vez no cinema (que eu me recorde, e por favor que me corrijam se eu estiver errado), no livro que foi transformado em filme, o fantástico "anjos e demônios" de Dan Brown. Na obra de ficção, cientistas do CERN conseguem isolar uma quantidade apreciável de antimatéria e essa por sua vez cai em mãos erradas.
Seja na ficção ou na vida real verdade seja dita, é uma tecnologia promissora, pelo menos eu acredito nisso. A ciência contemporânea goza de recursos, que tornam as pesquisas envolvendo a antimatéria muito mais próximas da realidade. Nos EUA, o Fermilab http://www.fnal.gov/, na Europa o CERN http://home.web.cern.ch/ e não vejo porque ignorar o Laboratório de Luz Sincrotron http://lnls.cnpem.br/ em Campinas-SP BRASIL (é fofídeo, temos um acelerador de partículas aqui em São Paulo). Portanto "amiguito", se você gosta muito do assunto e sabemos que ele é realmente muito interessante, por que não começar aqui no Brasil mesmo??? 
Dentro de uma série de limitações, as universidades públicas estaduais aqui em São Paulo permitem algum tipo de alavancagem para pesquisas, envolvendo aceleradores de partículas, antimatéria, estudo de estruturas de proteínas que requeiram modelagem. Enfim, temos algum espaço aqui mesmo.
A matéria publicada pela Super Interessante, proposta pelo Lucas Andrade, pode ser vista na íntegra no link http://super.abril.com.br/ciencia/antimateria-615749.shtml.

Muito obrigado Lucas pela contribuição formidável.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sem susto!!!!! Nossa extinção pode não ser por uma pedrada na cabeça.

Boa noite caro leitor!!!

Imagine o que seria uma pedra de cerca de 300m de comprimento. Talvez imaginar um bloco rochoso de aproximadamente 3 quarteirões seria mais fácil. Entretanto pensando no tamanho da Terra, possa soar como uma "pedrinha" certo?
Em janeiro passou uma "pedrinha" dessas não muito próxima da Terra. Apesar da distância segura, ela foi classificada como asteroide potencialmente perigoso. 
Segundo a matéria publicada http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/03/13/perigo-na-vizinhanca/ esse tipo de evento tem sido estudado, inclusive com participação de brasileiros. Sabendo que o choque de um asteroide desse porte com a Terra poderia causar um estrago semelhante ao de algumas bombas atômicas até que seria legal que acontecesse na casa de alguns de nossos desafetos!!!!
Brincadeiras a parte, acho muito interessante ter a sensação de que somos extremamente vulneráveis a um evento desses.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Acho que Mufasa era mais sábio do que eu imaginava.

Boa noite caro leitor!

Hoje venho aqui externar sobre uma memória que tive em minha infância, rememorada ao apresentar um desenho animado ao meu filho. O desenho, sem delongas é "O Rei Leão" que trata sobre a relação pai e filho vivida por um leãozinho matreiro de nome Simba e Mufasa. O desenho vai muito além, isso é fato.
Pensando na cronologia, visto que o longa é de 1994, acredito que a maioria daqueles que passarem por aqui talvez terão apenas ouvido falar que existiu o tal desenho. Em suma, se nunca assistiu, assista.
O título desta postagem remete ao Rei Mufasa pelas sábias palavras ditas a Simba, sintetizado em: "somos parte de um grande ciclo, o ciclo da vida."

Estava eu vislumbrando as revistas eletrônicas de cunho científico e esbarrei em algo digno de comentar, dentre as várias notícias que tenho lido. Você já se perguntou qual é a sua significância no grande ciclo da vida???

Um grupo musical chamado de Bella Gaia teve a brilhante ideia de incorporar o Planeta Terra no delicado ciclo da vida. Tive uma sensação quase depressiva ao tentar comensurar a minha significância no agora complexo e delicado ciclo da vida. Se você tiver um pouquinho de sensibilidade acredito que terá noção de minha sensação.
Parte do trabalho realizado pelo grupo Bella Gaia pode ser visto acessando o endereço http://www2.uol.com.br/sciam/multimidia/incriveis_imagens_da_terra_mostram_delicadeza_do_planeta.html 

Só para constar, caso passe despercebido na matéria, as imagens foram cedidas pela Nasa.

domingo, 22 de março de 2015

Pra que estudar química, se o que eu quero não tem nada a ver????

Boa noite caro leitor!!!

Durante a semana passada por várias vezes recebi um "zap zap" falando sobre a invenção capixaba de um carro movido a água. A reportagem foi exibida pelo SBT, e o link para assistir no you tube segue aí https://www.youtube.com/watch?v=WZDJa4NHF-c.
Registro aqui que achei bem interessante do ponto de vista de inovação tecnológica, visto que o preço dos combustíveis no Brasil assustam. Do ponto de vista da química, mais uma vez fica a dica (parafraseando Dr. Fernando Fertonani): "o muito que faço com o pouco que sei". Genial a ideia de promover a hidrólise da água para gerar hidrogênio.
Entretanto, o que eu quero mostrar aqui, principalmente aos FOFÍDEOS que muitas vezes perguntam para seus professores de química: 
- Não sei porque tenho que estudar química se o curso que eu farei é de humanas.
Imagino que muitos de meus amigos que foram privilegiados com a dádiva de ser professor de química já ouviu a frase acima pelo menos uma vez.
Não julgo aqui a competência da repórter quiça a da emissora, apenas quero mostrar pra você que o fato de escolher uma carreira distante de uma disciplina que você não se afeiçoa não significa que possa ignorá-la. Assista a reportagem e preste atenção na fala da narradora quando ela menciona a molécula da água e da quantidade de "partículas" de hidrogênio que podem ser geradas. Talvez uma consultoria técnica teria ajudado a matéria ficar ainda mais interessante.
Veja bem, o meu objetivo aqui é apenas ilustrar mais um motivo para olharmos com demasiado carinho a tudo aquilo que possamos aprender. 
Parabéns a emissora e a repórter, muito bom trabalho em fazer a divulgação nova alternativa.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Viagem no espaço-tempo e buraco de minhoca... tão "perto"... UAAAAL!!!

Caro leitor, por conta das atividades do dia de ontem não passei por aqui para partilhar da sua sede de saber. Mas valeu a pena esperar!
O principal motivo deste blog é ter a oportunidade de tratar assuntos que em sala de aula seriam abordados de forma incipiente. Como seria possível conversarmos sobre um "corpo escuro" que não fosse o meu?
Contudo, aqui podemos!!!

Pelos meus passeios pelas revistas eletrônicas buscando reportagens que fariam brilhar nossos olhinhos encontrei esta http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/01/via-lactea-pode-ser-buraco-de-minhoca-para-viagens-no-tempo.html que apesar de antiga (janeiro) chamou minha atenção. Imagine podermos encontrar wormhole????
FOFÍDIO é isso mesmo, um buraco de minhoca!!!!!!!!
Imagine viajar no espaço tempo????
Pois bem, é isso que a reportagem supracitada mostra, um buraco de minhoca bem mais "perto" do que imaginamos. De acordo com a reportagem, que você pode verificar na integra acessando o link, a Via Láctea poderia ser um buraco de minhoca!!!! 
Se você é o tipo de leitor que me vê dentro da sala de aula, neste momento já imagina qual seria a minha expressão.
Contudo, dileto leitor, alguns cuidados devem ser tomados frente a euforia. A matéria do g1 fala de uma hipótese obtida com cálculos e muito suor de cientista. Na matéria é dito que o wormhole é navegável e é muito importante saber o que isso significa e as implicações atribuídas a isso. No portal do astrônomo você encontrará muita informação sobre o assunto e digo mais, informação até que bem didática, pensando na profundidade do tema. Tomei a liberdade de fazer uma pesquisa prévia, onde é dissertado exatamente sobre os buracos de minhoca, basta acessar o link a seguir http://www.portaldoastronomo.org/tema6.php e desfrutar.

Leia, aprenda e aquilo que não ficar claro, terei o prazer de ajudá-lo a compreender e assim aprendermos juntos.

terça-feira, 17 de março de 2015

Inovação, resolvendo problemas com soluções "simples".

Não é do meu feitio usar expressões de espanto, mas... Eita!!!
Imagine um cenário de selva urbana como a nossa bela capital, São Paulo. Imaginou???
Qual seria a possibilidade de uma "fazenda" produtora de frutas e hortaliças frescas na região central da cidade???
Este é o desafio que a Williamson Greenhouse propões vencer pela bagatela de US$ 50000,00. Uma ideia deveras inovadora, eles fizeram de uma "hortinha" com 2800 pontos de plantio dentro de um contêiner-fazenda que economiza algo em torno de 90% de água. Um dos problemas é a iluminação convencional que usam no contêiner, o que será em breve reduzido pelo uso de iluminação em LED.
Vale a pena ler a reportagem na integra!!! O muito que é feito com o pouco que se sabe.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Aqui começa a minha contribuição para o seu interesse em beber do doce néctar das ciências.

Hoje tive uma epifania!
Percebi que existem muito mais pessoas com o mesmo interesse que eu em aprofundamento no conhecimento científico. Concordo que os opostos se atraem, mas aqui farei o possível para unir os iguais, tal como o nêutron faz com os prótons. A você minha querida "carguinha" elétrica positiva dedicarei ao máximo para tê-la cada vez mais unida aos seus iguais.
A ideia a princípio é partilhar neste espaço matérias, curiosidades e um pouquinho de história não somente da química, mas de tudo aquilo que chamar a minha atenção e também a curiosidade daquele que se propor a ler este diário. Trata-se de um projeto ambicioso até porque, blog é algo que demanda tempo e isso anda deveras escasso para mim.
Sou um professor apaixonado pelo que faço e aqui vejo a singular oportunidade de fomentar discussões que dentro da sala de aula poderiam dificultar o andamento do cronograma. Para nos, professores do ensino médio, existe um importante momento chamado vestibular e esse meu caro, obsoleto ou não, faz parte da nossa rotina (por enquanto... ou não).

Por enquanto, agradeço a atenção dispensada.