quarta-feira, 29 de julho de 2015

Quando o segundo sol chegar... Música ou profecia?

Boa tarde caro Leitor!

Sejamos bem vindos ao segundo semestre.

Segunda feira, 27 de julho, uma Fofídea do 9° ano com maturidade intelectual de universitária fez uma pergunta intrigante: "Zulu o que seria o segundo sol?"
Confesso que ouvira sobre o assunto também, contudo nunca procurara saber sobre. Muito obrigado Srta Younan (MaLu) pela oportunidade. A sua pergunta motivou-me a desbravar o quanto possível sobre o assunto, no tempo que me proponho e o resultado que obtive quanto ao meu crescimento intelectual surpreendeu-me, e explico porque. Gosto muito de música nacional, principalmente pelo fato de conseguir compreender não só a letra como também o contexto da mesma. Graças a pergunta da MaLu, uma de minhas músicas favoritas foi elevada ao topo do rol.

Fofídeo a intensão do post de hoje não é discutir preferencias musicais, entretanto gostaria de pedir para você ouvir a obra de Nando Reis, interpretada maravilhosamente pela eterna Cássia Eller, chamada "O segundo sol". (clique, assista e se arrepie)

A música supracitada, para os moradores da região noroeste paulista, permite até uma chacota onde a ideia de um segundo sol é explorada. Quanto ao autor da letra, Nando é conhecido por ser um indivíduo de obras com profundidade digna de intelectuais, com interpretação profunda que vai anos luz além de "beijinho no ombro". (Fofídeo, só para constar, quando as palavras aparecem com cor diferente no meu texto é devido a existência de um link que leva a algo importante. Você está proibido de continuar lendo sem clicar nos dois anteriores!)

A pergunta que não cala é: qual a relação entre a letra, o artista, a pergunta da MaLu e ciência? Ok, vamos aos fatos.

A música de Nando Reis faz menção a um segundo sol e eis aí a ciência. Em 2003 a revista Folha online publicou uma matéria onde o astrônomo Richard Muller disserta sobre a existência de uma estrela irmã do nosso sol. Segundo o astrônomo é comum a existência de estrelas binárias e algumas vezes até ternárias sendo as solitárias menos comuns. Ainda sobre a matéria, desde 1984 a hipótese de o sol ser uma estrela binária é discutida. Muller relaciona algumas grandes extinções com uma possível aproximação de irmã do sol, denominada Nêmesis. O próprio pesquisador aponta indícios, segundo a reportagem, que a existência de Nêmesis é muito mais provável na teoria do que na prática.
Um momento de reflexão Caro Leitor!
O pouco que conheço sobre a dinâmica do universo, geralmente, estrelas são orbitadas por planetas. Apesar de alguns cientistas dissertarem sobre planetas sem órbita é relevante considerar que estrelas são orbitada por planetas. Vamos ao fundo da toca! Se o nosso sol apresenta uma irmã, a Nêmesis, ela possivelmente terá planetas orbitando ao seu entorno. Em 2004, um planeta chamado Sedna foi descoberto e sua órbita tornando a possibilidade da existência de Nêmesis ainda mais provável. O G1 publicou em 18 de março de 2010 a matéria "Procurando Nêmesis" e segundo a reportagem Sedna apresenta não apresenta órbita regular em relação ao Sol. Sedna é o décimo planeta do sistema solar e seu tamanho é próximo ao de Plutão, o que leva a classificação de planeta anão.

A possibilidade da existência de Nêmesis é muito controversa no meio científico, contudo para os entusiastas da gêmea do Sol, existe uma relação maléfica associada a Nêmesis, ela é a irmã má. Alguns tratam Nêmesis como a "Estrela da morte" como pode ser visto em um documentário do History. Segundo o documentário Nêmesis seria responsável por extinções periódicas de 26 milhões de anos, o que sugere o período de sua órbita. Caso a teoria seja verdadeira podemos estar com a nossa agendada e não será meramente uma catástrofe climática, ocasionada pela intensificação do aquecimento global. Verdade seja dita, você pode até não gostar de Nando Reis, mas o cara não é tão louco quanto pensam e muito mais informado do que se imagina.

Ps. Caso ela aconteça e eu não tenha tempo de falar contigo, foi um grande prazer saber tê-lo como leitor. 



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estados de agregação, sólido, líquido e gasoso... Vamos além, somos mais!

Boa noite caro leitor!
Gostaria de registrar aqui um especial agradecimento a Srta Caroline Marçal pela sugestão de tema para a postagem de hoje. A você dileta discente e amiga,  Muito Obrigado!

Agora sim correria concluída, estamos de férias!
Registro, também, que a saudade foi claustrofóbica. Querido Leitor, é vicioso poder partilhar contigo a minha minúscula experiência na universalidade do saber. Por isso, digo sem mais delongas, vamos mais a fundo na toca do coelho, rumo a face desconhecida do saber. Você está preparado? (Certamente sairá de suas entranhas um reverberante e estrondoso SIM!!!!!)

Geralmente, no primeiro ano do ensino médio, o estudo da matéria é mais aprofundado. A matéria deixa de ser discutida filosoficamente e passa a ser abordada fisicamente. O modelo atômico de John Dalton é apresentado com aspecto corpuscular da matéria. O modelo de Joseph Jonh Thomson trata o comportamento elétrico da matéria e mesmo limitado aos olhos atuais, foi responsável por grande evolução no estudo da matéria. Ernest Rutherford e Niels Bohr encerram os modelos estudados no primeiro ano, com um apimentada discussão sobre a constituição da matéria. Se você é um discente que tenho a oportunidade de orientar em sala de aula, lembrará que cito outros importantes nomes como Robert Andrews Millikan, Willian Crookes, James Chadwick e finalizo com Linus Pauling (desse último, até avaliação você faz). Sim Fofídeo, o que todos eles tem em comum é a singular contribuição no estudo da matéria. 

O estudo avança e então surgem os estados de agregação da matéria. Sólido, líquido e gasoso integram os três estados físicos da matéria certo? (Nesse momento, você meu caro fofídeo, dotado de um pouco mais de curiosidade com brio científico vibra e balbucia apenas para os seus ouvidos - Plasma).
Opá! Eis que surge então um quarto estado físico da matéria? (Eis que rompe um arrepio característico pelos braços estendendo por todo o corpo... Sim Fofídeo temos mais!!!!!!)
A postagem de hoje é tecnicamente limitada, frente a complexidade dos outros três estados comentados aqui. Tentarei ser sucinto, claro e objetivo.

O primeiro estado a ser discutido é o condensado de Bose-Einstein.
Imagine que o universo subatômico tem como base partículas que agregam e partículas solitárias. Imaginemos no colégio, o indivíduo que sempre tem um galera ao seu redor e o outro que prefere isolar-se em um ambiente particular, ficando no intervalo, geralmente sozinho. Muito bem, para o indivíduo que junta a galera diremos que se comporta como os bósons e o outro amiguinho mais contido diremos que ele se comporta como os férmions. No condensado de Bose-Einstein imagine uma fina camada (o termo correto é ultrafina) de partículas bosônicas (que junta matéria) formando um aglomerado (grosseiramente semelhante a uma pequena porção de óleo espalhada na água) com temperatura próxima a -250°C e com características não relacionáveis com sólido, líquido ou gasoso. Nesse estado, as partículas assumem o mesmo estado quântico e o aglomerado pode ser comparado a um átomo "GIGANTE". Eis que vem a pergunta: - Para que isso serve?
Fofídeo, por mais que você ache que estamos tecnologicamente bem desenvolvidos, ainda estamos no ducto eferente do conhecimento. Fenômenos termodinâmicos, supercondutividade, laser de átomo e uma infinidade do outras coisas que a criatividade e a dedicação humana forem capazes de alcançar. 

O segundo estado a ser discutido é o condensado Fermiônico.
Nesse caso, o aglomerado comentado anteriormente, não será de bósons e sim de férmions. O legal é que, lembra quando comparamos os dois tipos de partículas com os coleguinhas do colégio? Nesse caso, o cara que prefere ficar solitário passará a ter companhia. Fisicamente falando, é quase um nó na cabeça. Nesse estado, não há formação do átomo "GIGANTE", o pessoal ainda continua "individualizado". Aqui Fofídeo a temperatura belisca o zero absoluto. Antes que faça a pergunta para a serventia, a resposta é basicamente a mesma.

O terceiro estado a ser discutido é o sólido. 
No estado sólido, os átomos ou moléculas estão juntinhos. As forças de interação são expressivas, resultando em um arranjo que apresenta volume e forma definidos (nesse momento sei que você está imaginando o gelo, que agora chamarei de água sólida). 

O quarto estado a ser discutido é o líquido.
No estado líquido, os átomos ou moléculas estão juntos. As forças de interação continuam fortes, mas não como no sólido, o que resulta em volume definido e forma ditada pelo recipiente (água líquida na cabeça, certo?).

O quinto estado a ser discutido é o gasoso.
No estado gasoso, os átomos ou moléculas estão separados. As forças de interação são praticamente desprezíveis tornando volume e forma dependentes de fatores externos (o vapor de água que "vemos" subindo no banho e se condensando no box certo? As aspas explico depois, senão vou te assustar muito colocando aqui que você não vê o vapor...).

O sexto estado a ser discutido é o plasma.
Nesse estado existe uma peculiaridade, ele está muito mais ao seu redor do que você pensa. A chama que você vê no queimador do fogão é uma manifestação do plasma. Imagine a seguinte situação, estarmos envolvidos por canais de plasma, uma jovem de 23 anos provou que isso é possível. A matéria foi publicada na revista galileu em 3 de junho. Na matéria, a jovem propõe a existência de tubos de plasma flutuando na ionosfera.
Em linhas gerais, a quantidade de matéria no estado de plasma é considerável quando pensamos no universo, vamos a compreensão da afirmativa. O plasma é o estado em que o gás sofre ionização. Anteriormente, vimos que no estado gasoso as forças de interação entre as moléculas são praticamente desprezíveis, volume e forma são indefinidos. Portanto, as moléculas no estado gasoso estão distantes umas das outras, o que explica por exemplo a baixa densidade dos gases. Junte isso a muita energia e o que temos é um monte de moléculas sendo ionizadas. Oras se você concluiu que no plasma é possível haver condutividade elétrica acertou, basta olhar um lindo raio caindo em uma noite tempestuosa. Sensacionalmente lindo, não acha?
 
A foto acima foi premiada e é uma manifestação lindíssima de ruptura dielétrica, onde é possível ver uma região no espaço em que os gases que compõem a atmosfera local são ionizados (os créditos da imagem vão para o uol notícias, só coloquei aqui para você ver como o negócio é bonito). Antes que você pergunte: - Zuluzera, e qual é a relação disso com a afirmação de boa parte da matéria do universo estar no estado de plasma? Relacione o distanciamento entre as moléculas com a energia que é possível existir no espaço. Captou?

Querido leitor, minha limitação não permite dissertar sobre os superfluido de polaritions, super sólido, super líquido entre outros como o Strange matter que não ainda não foi visto (até onde pesquisei), mas foi provado que possa existir em alguns tipos de estrelas.

Caro Leitor a poesia se faz quando percebemos o quanto somos pequenos e tão pouco sabemos.