quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estados de agregação, sólido, líquido e gasoso... Vamos além, somos mais!

Boa noite caro leitor!
Gostaria de registrar aqui um especial agradecimento a Srta Caroline Marçal pela sugestão de tema para a postagem de hoje. A você dileta discente e amiga,  Muito Obrigado!

Agora sim correria concluída, estamos de férias!
Registro, também, que a saudade foi claustrofóbica. Querido Leitor, é vicioso poder partilhar contigo a minha minúscula experiência na universalidade do saber. Por isso, digo sem mais delongas, vamos mais a fundo na toca do coelho, rumo a face desconhecida do saber. Você está preparado? (Certamente sairá de suas entranhas um reverberante e estrondoso SIM!!!!!)

Geralmente, no primeiro ano do ensino médio, o estudo da matéria é mais aprofundado. A matéria deixa de ser discutida filosoficamente e passa a ser abordada fisicamente. O modelo atômico de John Dalton é apresentado com aspecto corpuscular da matéria. O modelo de Joseph Jonh Thomson trata o comportamento elétrico da matéria e mesmo limitado aos olhos atuais, foi responsável por grande evolução no estudo da matéria. Ernest Rutherford e Niels Bohr encerram os modelos estudados no primeiro ano, com um apimentada discussão sobre a constituição da matéria. Se você é um discente que tenho a oportunidade de orientar em sala de aula, lembrará que cito outros importantes nomes como Robert Andrews Millikan, Willian Crookes, James Chadwick e finalizo com Linus Pauling (desse último, até avaliação você faz). Sim Fofídeo, o que todos eles tem em comum é a singular contribuição no estudo da matéria. 

O estudo avança e então surgem os estados de agregação da matéria. Sólido, líquido e gasoso integram os três estados físicos da matéria certo? (Nesse momento, você meu caro fofídeo, dotado de um pouco mais de curiosidade com brio científico vibra e balbucia apenas para os seus ouvidos - Plasma).
Opá! Eis que surge então um quarto estado físico da matéria? (Eis que rompe um arrepio característico pelos braços estendendo por todo o corpo... Sim Fofídeo temos mais!!!!!!)
A postagem de hoje é tecnicamente limitada, frente a complexidade dos outros três estados comentados aqui. Tentarei ser sucinto, claro e objetivo.

O primeiro estado a ser discutido é o condensado de Bose-Einstein.
Imagine que o universo subatômico tem como base partículas que agregam e partículas solitárias. Imaginemos no colégio, o indivíduo que sempre tem um galera ao seu redor e o outro que prefere isolar-se em um ambiente particular, ficando no intervalo, geralmente sozinho. Muito bem, para o indivíduo que junta a galera diremos que se comporta como os bósons e o outro amiguinho mais contido diremos que ele se comporta como os férmions. No condensado de Bose-Einstein imagine uma fina camada (o termo correto é ultrafina) de partículas bosônicas (que junta matéria) formando um aglomerado (grosseiramente semelhante a uma pequena porção de óleo espalhada na água) com temperatura próxima a -250°C e com características não relacionáveis com sólido, líquido ou gasoso. Nesse estado, as partículas assumem o mesmo estado quântico e o aglomerado pode ser comparado a um átomo "GIGANTE". Eis que vem a pergunta: - Para que isso serve?
Fofídeo, por mais que você ache que estamos tecnologicamente bem desenvolvidos, ainda estamos no ducto eferente do conhecimento. Fenômenos termodinâmicos, supercondutividade, laser de átomo e uma infinidade do outras coisas que a criatividade e a dedicação humana forem capazes de alcançar. 

O segundo estado a ser discutido é o condensado Fermiônico.
Nesse caso, o aglomerado comentado anteriormente, não será de bósons e sim de férmions. O legal é que, lembra quando comparamos os dois tipos de partículas com os coleguinhas do colégio? Nesse caso, o cara que prefere ficar solitário passará a ter companhia. Fisicamente falando, é quase um nó na cabeça. Nesse estado, não há formação do átomo "GIGANTE", o pessoal ainda continua "individualizado". Aqui Fofídeo a temperatura belisca o zero absoluto. Antes que faça a pergunta para a serventia, a resposta é basicamente a mesma.

O terceiro estado a ser discutido é o sólido. 
No estado sólido, os átomos ou moléculas estão juntinhos. As forças de interação são expressivas, resultando em um arranjo que apresenta volume e forma definidos (nesse momento sei que você está imaginando o gelo, que agora chamarei de água sólida). 

O quarto estado a ser discutido é o líquido.
No estado líquido, os átomos ou moléculas estão juntos. As forças de interação continuam fortes, mas não como no sólido, o que resulta em volume definido e forma ditada pelo recipiente (água líquida na cabeça, certo?).

O quinto estado a ser discutido é o gasoso.
No estado gasoso, os átomos ou moléculas estão separados. As forças de interação são praticamente desprezíveis tornando volume e forma dependentes de fatores externos (o vapor de água que "vemos" subindo no banho e se condensando no box certo? As aspas explico depois, senão vou te assustar muito colocando aqui que você não vê o vapor...).

O sexto estado a ser discutido é o plasma.
Nesse estado existe uma peculiaridade, ele está muito mais ao seu redor do que você pensa. A chama que você vê no queimador do fogão é uma manifestação do plasma. Imagine a seguinte situação, estarmos envolvidos por canais de plasma, uma jovem de 23 anos provou que isso é possível. A matéria foi publicada na revista galileu em 3 de junho. Na matéria, a jovem propõe a existência de tubos de plasma flutuando na ionosfera.
Em linhas gerais, a quantidade de matéria no estado de plasma é considerável quando pensamos no universo, vamos a compreensão da afirmativa. O plasma é o estado em que o gás sofre ionização. Anteriormente, vimos que no estado gasoso as forças de interação entre as moléculas são praticamente desprezíveis, volume e forma são indefinidos. Portanto, as moléculas no estado gasoso estão distantes umas das outras, o que explica por exemplo a baixa densidade dos gases. Junte isso a muita energia e o que temos é um monte de moléculas sendo ionizadas. Oras se você concluiu que no plasma é possível haver condutividade elétrica acertou, basta olhar um lindo raio caindo em uma noite tempestuosa. Sensacionalmente lindo, não acha?
 
A foto acima foi premiada e é uma manifestação lindíssima de ruptura dielétrica, onde é possível ver uma região no espaço em que os gases que compõem a atmosfera local são ionizados (os créditos da imagem vão para o uol notícias, só coloquei aqui para você ver como o negócio é bonito). Antes que você pergunte: - Zuluzera, e qual é a relação disso com a afirmação de boa parte da matéria do universo estar no estado de plasma? Relacione o distanciamento entre as moléculas com a energia que é possível existir no espaço. Captou?

Querido leitor, minha limitação não permite dissertar sobre os superfluido de polaritions, super sólido, super líquido entre outros como o Strange matter que não ainda não foi visto (até onde pesquisei), mas foi provado que possa existir em alguns tipos de estrelas.

Caro Leitor a poesia se faz quando percebemos o quanto somos pequenos e tão pouco sabemos. 

Um comentário: