domingo, 14 de fevereiro de 2016

Bombou nessa semana, ondas gravitacionais!

Bom dia Fofídeos!

     A primeira postagem do ano teria que ser realmente digna de um recomeço. Sejam todos bem vindos ao ciência com o Zulu 2016!

     A missão continua, sendo propagar a alfabetização científica e compartilhar o entusiasmo do saber, com uma overdose de conhecimento para que você possa usar com sabedoria. Semana passada recebi a visita de um professor que tive o privilégio de conhecer na faculdade e tê-lo eternizado no meu rol de grandes amigos. O professor Dr. Elizeu Trabuco, um dos fundadores do curso de Química da Unesp de São José do Rio Preto, durante nossa conversa teceu o seguinte pensamento:
      - "Paulo, conhecimento é saber que o tomate é um fruto e sabedoria é não usá-lo em uma salada de frutas. Autor desconhecido".
    Portanto caro leitor meu propósito continua sendo compartilhar contigo o pouquinho de conhecimento que tenho, esperando que tenha a sabedoria de usá-lo.

Muito bem, muito bem, muito bem! Vamos ao conhecimento... vamos à ciência!

       Fofídeos, quinta feira (11/02/2016) nos canais de comunicação sérios e duvidosos, que falam de ciência, o assunto foi o mesmo: Ondas Gravitacionais. Entretanto, antes de entrarmos no assunto propriamente dito é importante rememorar a teoria da relatividade enunciada por Albert Einstein no início do século XX (Mano, se você me conhece pessoalmente sabe que só de falar no nome do cara...). Em linhas gerais, a teoria da relatividade disserta sobre tempo passar de forma relativa. Olha só como você já teve algumas experiências sobre a relatividade do tempo. Quando você está correndo em na esteira, na academia, 30 minutos de atividade parecem uma eternidade (esse é o momento que nós gordinhos concordamos com a teoria da relatividade). Segundo Einstein o tempo é um eixo de um plano, grosseiramente (plano???). Sabe quando você está nas aulas de matemática e o professor mostra o plano cartesiano? Sim, aquele que tem o eixo X e o eixo Y. Ele é chamado de plano pelo simples fato de duas dimensões (x e y) descreverem superfícies. Para ficar mais fácil, sabe esta tela que você está usando para ler a postagem? Imagine um régua na horizontal e outra na vertical onde os "zeros" das réguas sejam o ponto de encontro das duas. Se você por o seu "dedinho" fofídeo na posição 2 da régua horizontal e arrastá-lo na vertical verá que cada ponto da tela corresponderá a um parzinho (x,y) com a carinha (2,1); (2,2); (2,3) e assim sucessivamente até o final vertical da tela de seu dispositivo de leitura (celular, tablet, computador, etc...). Para Einstein, o tempo é um eixo e o seu deslocamento, fofídeo, ao longo desse eixo é inevitável. Para compreender com um pouquinho mais de profundidade, caso você queira, dê uma olhadinha aqui, no link há um texto bem didático da revista Mundo Estranho, falando da teoria da relatividade. E aí vem uma possível pergunta ejaculada de seu cérebro fervilhando em todo o esplendor das sinapses:

  - Zuluzera, e o que isso tem a ver com as ondas gravitacionais?

        A Primeira, contudo não a mais importante relação reside no fato de a um século atrás Einstein postular a teoria da relatividade especial e depois a relatividade geral, sendo que uma das suposições era justamente a existência das ondas gravitacionais. A coisa é simples fofídeo, saca aquele indivíduo que você conhece e que jura de pé junto que a maioria das teorias são falsas e só servem para complicar a vida escolar? Pois é, pode chegar no sujeito e de forma bem sutil, para ser mantida a classe, diga no pé do ouvidinho dele "chuuuupa tonto". Para nós, rotulados de Nerds, pelo simples fato de enxergarmos a poesia que há na ciência, mais um capítulo da nossa odisseia científica está sendo escrito. No site da Folha de São Paulo tem uma matéria bacana sobre algumas questões sobre as ondas gravitacionais, caso você queira ler clique aqui.
       A segunda, e muito interessante, reside na possibilidade da criação de novas tecnologias. Se pensarmos que muita tecnologia contemporânea foi obtida por novas aplicações de tecnologias do passado, imagine a revolução que está por vir, quase tudo que sabemos sobre a origem do universo é proveniente de métodos ópticos. A observação do espaço é feita pela captura da luz, emanada pelos inúmeros fenômenos que ocorreram, e ocorrem, no universo por meio de telescópios poderosos apontados para o espaço. Contudo, preciso fazer algumas observações. No início da formação do universo, a matéria estava extremamente adensada e sabemos que a propagação da luz é inversa a densidade do meio de propagação. Em geral, quanto mais denso for o meio, menor será a propagação da luz, restando então "pouca" luz do início da formação do universo para os nossos telescópios. Por outro lado, as ondas gravitacionais tem comportamento parecido com aquelas ondas que vemos quando ocorre uma perturbação na superfície da água, o que sugere um comportamento de onda mecânica. Fofídeos, ondas eletromagnéticas tem baixa propagação em meios densos e ondas mecânicas tem alta propagação em meios densos. Se você ainda não compreende o que estou tentando dizer, serei menos prolixo, MANO o que vemos da origem do universo é pouco porque dependemos basicamente de métodos ópticos, agora além de ver podemos "ouvir" informações contidas no espaço que nos levem a compreensão da formação do universo.
      A terceira é a mais instigantes, pois parece obra de ficção científica. Breve resumo: viagem no tempo. Tratando o tempo e o espaço como um plano, e com muito conhecimento e sabedoria, não se descarta a possibilidade de viajar no tempo. Segundo o Prof. Dr. Odylio Aguiar, as próximas gerações poderão obter a tecnologia necessária para viajar no tempo. Selecionei aqui mais uma matéria interessante dissertando sobre as ondas gravitacionais e viagem no tempo, retirada do G1.

         Fofídeo, fevereiro de 2016 entrou para a história como um grande divisor de águas para a ciência contemporânea. Hoje, eu e você fazemos parte de mais um capítulo da odisseia humana, rumo ao auto conhecimento. Dentro de algumas décadas, um adolescente chegará em nós falando das maravilhas tecnológicas por ele desfrutada, sem ter a mínima noção de que, em algum momento, estivemos presentes no epicentro da descoberta. Olhe seus avós e os aparelhos de telefonia móvel, a relação será muito semelhante com você e seus netos, no primeiro ano do ensino médio, dizendo:
- Vô, vamos ver se eu passei no vestibular daqui a 3 anos?
          

8 comentários:

  1. Como sempre, instigante e sensacional!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Srta Camillo, boa noite! Fico deveras lisonjeado com as contribuições que tenho recebido. Acho que vivemos um momento de vazio cultural que iniciativas simples podem somar muito. Gostaria de agradecer pela oportunidade de saber que tenho leitores que fazem parte de um seleto grupo realmente pertencente a elite intelectual brasileira (não que eu seja). Registro também, mais uma vez que toda contribuição é bem vinda.
      Ps ...

      Excluir
  2. Zulú: eu sempre soube que vc é o cara! Adorei a sus postagem :-) Saudações do teu Mano Chancho Rengo que sempre lembra de vocês com grande carinho!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Honra maior, impossível!!! Meu amigo, falávamos sobre você recentemente e digo que o carinho é reciproco. Fico muito feliz que acompanhe o ciência com o Zulu. Inclusive meu amigo, sempre que quiser acrescentar algo será muito bem vindo. Somos entusiastas pela ciência.

      Excluir
  3. Respostas
    1. Murilão, obviamente que o assunto é deveras mais complexo. Caso queira compartilhar sobre o tema, será um grande prazer!

      Excluir